segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Iansã - Senhora dos Ventos

Iansã é um Orixá feminino muito popular entre os mitos da Umbanda e do Candomblé. Também é conhecida como Oiá. Na liturgia mais tradicional africana, é a unica orixá que se relaciona com os espíritos dos mortos (Eguns), sendo ela a dona do balê(é um nome africano para “casa dos mortos” ou cemitério).
A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outros Orixás femininos, pois se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura – enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.
Foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. é irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e impetuoso. 
Como vibração divina, Iansã é o próprio axé que movimenta toda Criação. É também força direcionadora dentro da vida dos seres humanos. Senhora da Lei, é aplicadora e desencadeadora dos processos cármicos ligados a justiça divina. Mas é também, amparadora e guardiã dos trabalhos dármicos (missão) desempenhados por diversas consciências encarnadas aqui na Terra.
É a Senhora dos Eguns, os quais controla com o seu Eruexim – seu instrumento litúrgico durante as festas, uma chibata feita de rabo de um cavalo atado a um cabo de osso, madeira ou metal. É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma. 
Seu elemento é o ar na sua forma mais revolta. Muito comum também associá-la as tempestades e a qualquer tipo de evento climático.

Outras Informações:


Sincretismo: Sta. Bárbara, Joana d’arc

Data Comemorativa: 4 de Dezembro
Dia da semana: Quarta-Feira
Cor: Coral, Vermelho, Vermelho e Branco, Amarelo.
Saudação: Eparrei Iansã / Eparrei Oiá
Simbolo: Raio e o Eruxim
Elemento: Fogo
Flores: Vermelhas
ervas: Cana do Brejo, Erva Prata, Espada de Iansã, Folha de Louro (não serve para banho), Erva de Santa Bárbara, Folha de Fogo, Colônia, Folha da Canela, Peregum amarelo, Catinga de Mulata, Parietária, Para Raio
ponto da Natureza: Bambuzal
Metal: Cobre
Pedra: Coral, Cornalina, Rubi, Granada
Comida: Acarajé, Ipetê, Bobó de Inhame
Bebida: Champanhe




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Xangô- O Rei

Xangô- Senhor da Justiça, Rei das Pedreiras, dos Raios e Trovões e das Forças da Natureza.

Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça – representa a autoridade constituída no panteão africano. É pesado, íntegro, indivisível, irremovível; 

com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios.
Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. 
Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade, Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. 
É a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa,a rigidez, organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo.
O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada.
Xangô exerce uma influêcia muito forte em seu filho. Todos os Orixás, evidentemente, são justos e transmitem este sentimento aos seus filhos. Entretanto, em Xangô, a Justiça deixa de ser uma virtude, para passar uma obsessão, o que faz de seu filho um sofredor, principalmente porque o parâmetro da Justiça é o seu julgamento e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso, muito terra. Esta análise é muito importante.
O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero. Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável. O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios. O grande defeito dele é julgar os outros. Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira.

Outras Informações:


Sincretismo: São Geronimo, São João Batista e São Migel Arcanjo

Data Comemorativa: 30 de Setembro
Dia da Semana: Quarta-Feira
Cor: Marrom ou Branco e Vermelho
Saudação: Kaô Cabecile (Opanixé ô Kaô)
Simbolo: Machado
elemento: Fogo
Flores: Cravos Vermelhos e brancos
Ervas: Erva de São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega Mina, Elevante, Cordão de Frade, Jarrinha, Erva de Bicho, Erva Tostão, Caruru, Para raio, Umbaúba, Xequelê
Ponto da Natureza: Pedreira ( Pedras )
Metal: Estanho.
Pedra: Meteorito, Pirita e Jaspe.
Comida: Agebô, Amalá
Bebida: Cerveja Preta






domingo, 20 de outubro de 2013

Oxum- deusa das Águas Doces e do Ouro

É alegre, risonha, cheia de dengos, inteligente, mulher-menina que brinca de boneca, e mulher-sábia, generosa e compassiva, nunca se enfurecendo. Elegante, cheia de jóias, é a rainha que nada recusa, tudo dá. 

Oxum é a rainhas das águaS doce, tendo como a principal força as cachoeiras.

É conhecida por sua delicadeza. As lendas evidenciam a sua vaidade, com suas lindas vestes, jóias, perfume... e também a maternidade, chamando sempre pela expressão:"Mamãe Oxum".
À Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Oxum que se pede ajuda. É essencialmente o Orixá das mulheres, preside a menstruação, a gravidez e o parto.
Fecundidade e fertilidade são por extensão, abundância e fartura e num sentido mais amplo, a fertilidade irá atuar no campo das idéias, despertando a criatividade do ser humano, que possibilitará o seu desenvolvimento.

É o orixá da riqueza – dona do ouro, fruto das entranhas da terra.

É o orixá do amor, Oxum é doçura sedutora.

O orixá da beleza usa toda sua astúcia e charme extraordinário para conquistar os prazeres da vida e realizar proezas diversas. Amante da fortuna, do esplendor e do poder, Oxum não mede esforços para alcançar seus objetivos, ainda que através de atos extremos contra quem está em seu caminho. Seu maior desejo, no entanto é ser amada, o que a faz correr grandes riscos, assumindo tarefas difíceis pelo bem da coletividade. Em suas aventuras, este orixá é tanto uma brava guerreira, pronta para qualquer confronto, como a frágil e sensual ninfa amorosa. Determinação, malícia para ludibriar os inimigos, ternura para com seus queridos, Oxum é, sobretudo a deusa do amor.


 Da África tribal à sociedade urbana brasileira, a musa que dança nos terreiros de espelho em punho para refletir sua beleza estonteante é tão amada quanto à divina mãe que concede a valiosa fertilidade e se doa por seus filhos. Por todos seus atributos a belíssima Oxum não poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o reluzente amarelo ouro, pois como cantou Caetano Veloso, “gente é pra brilhar”, mas Oxum é o próprio brilho em orixá.


Outras Informações:


Sincretismo:Nossa Senhora Da Conceição, Nossa Senhora Da Aparecida, Nossa Senhora Da Fátima, Nossa Senhora Da Lourdes, Nossa Senhora Das Cabeças, Nossa Senhora De Nazaré.

Data Comemorativa: 8 de Dezembro
Dia da Semana: Sábado
Saudação: Ai-ie-iô ou Ora Iei ê ô
Cor: Amarelo ( em todas as suas tonalidades, do mais claro ao amarelo Ouro) E em alguns lugares o azul.
Simbolo: Coração e Cachoeira
Elemento: Água
flores: Lírios e rosas amarelas
ervas: Oriri, Ipê, Pingo D’água, Agrião, Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula, Narciso, Vassourinha, Erva de Santa Luzia, e Jasmim, Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro, Manjericona, Erva Sta. Maria.
Ponto da Natureza: Cachoeira e Rios de água doce.
Metal : Ouro
Pedra: Topázio amarelo ou azul
Comidas: Omolocum. Ipeté. Quindim, banana frita, moqueca de peixe e pirão feito com a cabeça do peixe.



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Iemanjá – Deusa do mar

Rainha das águas e mares.

 Ela é uma das figuras mais conhecidas nos cultos brasileiros, com o nome sempre bem divulgado pela imprensa, pois suas festas anuais sempre movimentam um grande número de iniciados e simpatizantes, tanto da Umbanda como do Candomblé. O fato de sua popularidade ser imensa, não só por tudo isso, mas pelo caráter, de tolerância, aceitação e carinho. 
É  a rainha das águas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; O mar, sendo sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos.
A majestade dos mares, senhora dos oceanos, sereia sagrada, Yemanjá é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento.
Numa Casa de Santo, Yemanjá atua dando sentido ao grupo, à comunidade ali reunida e transformando essa convivência num ato familiar; criando raízes e dependência; proporcionando sentimento de irmão para irmão em pessoas que há bem pouco tempo não se conheciam; proporcionando também o sentimento de pai para filho ou de mãe para filho e vice-versa, nos casos de relacionamento dos Babalorixás (Pais no Santo) ou Ialorixás (Mães no Santo) com os Filhos no Santo. A necessidade de saber se aquele que amamos estão bem, a dor pela preocupação, é uma regência de Yemanjá, que não vai deixar morrer dentro de nós o sentido de amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente ou amigo muito querido. É a preocupação e o desejo de ver aquele que amamos a salvo, sem problemas, é a manutenção da harmonia do lar.
É ela que proporcionará boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos e provendo o alimento vindo do seu reino. É ela quem controla as marés, é a praia em ressaca, é a onda do mar, é o maremoto. Protege a vida marinha. Junta-se ao orixá Oxalá complementando-o como o Princípio Gerador Feminino.

Outras Informações:

Sincretismo: Nossa Senhora Dos Navegantes/Nossa senhoa das candeias/Nossa Senhora da glória 
Data Comemorativa: 2 de fevereiro/15 de agosto/8 de Dezembro 
Dia da Semana: Sabado
Saudação: Omioh/ Odô iyá
Cor: Azul claro e Branco
Simbolo: Lua Minguante, Peixe e ondas.
Elemento:Água
flores: Rosa Branca, Palmas Brancas, angélicas, Orquídeas, Crisântemo.

Ervas: Colônia, Pata de Vaca, embuaúba,Jarrinha, Roma de leita,araça da praia, flor de laranjeira, jasmim, malva branca.
Ponto da Natureza: Mar
Metal : Prata
Pedra: Pérolas,Água Marinha, Turqueza.
Comidas: Peixe, Camarão, Canjica Branca, Arroz, Manjar, Mamão
Bebida: Champanhe





quarta-feira, 9 de outubro de 2013

OXALÁ, O ORIXÁ DA CRIAÇÃO

Ori==>Luz  Xa==>Senhor  Lá==>Deus
Portanto: A Luz Do Senhor Deus

Na Umbanda, Oxalá representa o mais alto na hierarquia dos Orixás, é ele quem ordena aos Orixás que venham ajudar seus filhos por meio dos Guias e Mensageiros que vêm em Terra, pois, é capaz de atuar em todos os elementos e vibrações através dos outros Orixás. Tanto na Umbanda quanto no Candomblé é de Oxalá a tarefa de criação da Humanidade, manifestação máxima de Deus trino: Pai, Filho, Espírito Santo.
O sincretismo é o nosso Mestre Jesus, tendo sua imagem a de Jesus Cristo, sem a cruz. 

Como Orixá na Umbanda, Oxalá se apresenta sob três formas:
OXAGUIAN: o Oxalá Menino, que é sincretizado com o Menino Jesus de Praga.
OXALUFAN: o Oxalá Velho, sincretizado com Jesus no Monte das Oliveiras.
OXALÁ: sincretizado com Jesus Cristo.

OXALÁ NOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS
São muitas as suas lendas e extensa sua origem e história na África. No Brasil, são mais conhecidos Oxalufan “o velho” e Oxaguian “o moço”. Na sua forma “guerreira”, Oxalá carrega uma espada, cheio de vigor e no­breza; na condição de velho e sábio, curvado pelo peso dos anos, é uma figura nobre e bondosa que carrega um cajado, o Opaxorô, de forte sim­bologia, utilizado para separação do Orun (o Céu) e o Ayié (a Terra). No Brasil é o mais venerado e sua maior festa é uma cerimônia chamada “Águas de Oxalá”, que diz respeito à sua lenda dos sete anos de encar­ceramento, culminando com a cerimônia do “Pilão de Oxaguian”, para festejar a volta do Pai. Esse respeito advém da sua condição delegada, por Olorum, da criação e governo da Humanidade.


Outras informações:

Dia da Semana: Sexta-Feira ou Domingo
Saudação: Êpa Babá ! ( viva o pai)
Sincretismo: Jesus Cristo ou Nosso Senhor do Bomfim
Cores: Branco (umbanda) e o Prata
Simbolo: Cajado
Principal Oferenda: Velas Brancas, Rosas (flores) Brancas e suas comidas tipicas. 
Elemento: Ar
Animal: Pomba Branca
Comida: Canjica Branca, Arroz, Acaça, Uva Branca, Pêra, Obi Branco





sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sincretismo

No dicionario: s.m. Sistema filosófico ou religioso que tende a fundir numa só várias doutrinas diferentes; 

O sincretismo na umbanda se da através dos santos da Igreja Católicos por um fato histórico-cultural. 
Na África o culto aos Orixás era feito diretamente com a natureza, cada um em seu elemento através de uma pedra chamada Otá ou Ocutá e cada Orixá tem a sua com uma forma determinada.
Conforme os negros escravizados vinham sendo trazidos para o Brasil, traziam junto a crença nos seus Orixás, porem quando aqui chegavam eram proibidos de cultua-los sendo forçados a aceitar o catolicismo como sua religião. 
Então a forma que os negros encontraram para cultuar seus Orixás em paz, foi usar essas pedras associando aos Santos Católicos que mais representasse a força de determinado Orixá, colocando assim seus Otá dentro da imagem do santo e assim poder reverencia-los sem ser tao reprimidos  afinal estavam adorando os santos da religião que foram obrigados a aceitar.
Começava ai o Sincretismo entre essas duas religiões. O que os Brancos achavam pura ignorância, na verdade era pura sabedoria dos Sacerdotes Africanos. A ideia que foi julgada como tola é usada até os dias de hoje. 
Na umbanda não se usa as imagens dos orixás como nas outras religiões de cunho africano, por isso se usa as imagens católicas em seus congás, trazendo o respeito pelo orixá e pelo santo ali representado.
A umbanda aderiu o uso do sincretismo, não por uma necessidade absurda em cultuar imagens, mas sim para que as pessoas tivessem uma fonte visível para direcionar sua fé, e não só a energias da natureza, onde está a força dos orixás.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Os Orixás na Umbanda

No vocábulario antigo "Arashá" significa "o senhor da luz". Já o "orixás" em Yorubá significa:" O Senhor da Cabeça".

Os orixás são espíritos de muita luz que estão trabalhando em seu campo de atuação para nos auxiliar e ainda mais às entidades que estão atuando na sua linha de trabalho. Estudando mais a fundo, encontraremos uma grande ramificação de conceitos no relacionamento dos orixás com as entidades de trabalho, além da natureza. 
Portanto para a umbanda, cada Orixá representa um força da natureza, que usamos e reverenciamos através das forças elementares que provem da água, terra, ar e fogo. E éo equilíbrio dessas forças que nos proporcionam auxílio para o dia-a-dia.
Cada orixá exerce a sua função um conjunto com o outro, nunca sozinho. A energia que representa cada orixá se combina, se conjuga e se harmoniza, desdobrando-se em outras energias que dão origem a outras manifestações.
Orixás não encarnaram, não tiveram uma vida terrena. Dentro de um culto umbandista ( que fique claro, que é de uma maneira geral, e cada casa tem suas regras e doutrinas) o Orixá não incorpora. Oque se vê dentro das casas de umbanda, são os Falangeiros dos Orixás, ou seja, Espíritos de Grande luz, grande força espiritual, que trabalham sob as ordens diretas de um determinado orixá.