sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Bará/Exú- Senhor dos Caminhos

 Orixá mais humano de todos os Deuses africanos.

Orixá Princípio de Movimento e Interligação. O Mensageiro dos Orixás.

Bará pode ser o mais benevolente dos Orixá se é tratado com consideração e generosidade.

Identificado como o diabo, por características peculiares de seu comportamento como: irreverência, prepotência, arrogância, astúcia.. Ele é dono das chaves dos portais, encruzilhadas e caminhos. 
Suas saudações, obrigações e cortes, devem sempre ser feitos em primeiro lugar.

Os primeiros missionários após identificarem, o que para eles era importante, o que representava este Orixá aos negros, logo o identificaram como o Diabo, talvez por alguns comportamentos que a Ele é comum, como: irreverência, prepotência, arrogância, astúcia e um ser nem um pouco puro, se óbvio comparado aos padrões da Igreja Cotólica.    

  Por várias características pertencentes aos homens, Bará se apresenta como o Orixá mais humano de todos os Deuses africanos, a mais marcante e que responde sempre na mesma forma  de como e tratado, se ganha o que lhe pertence, encontraremos um Orixá prestativo e presente, segurando todas nossas futuras necessidades, caso contrario devemos nos preparar, sem exagero, para alguma coisa desagradável.
   Como dono das chaves, dos portais, encruzilhadas e caminhos, deve sempre ter suas saudações, obrigações e cortes, este último quando necessário, feitos em primeiro lugar, assim nos humanos garantimos a segurança de nosso ritual, assim como no ritual e o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, esta para nossos negócios e vidas, destrancando caminhos e abrindo portas, ou trancando e fechando, dependendo de nossos merecimentos e cumprimento de tarefas.
   Uma de suas características mais marcantes, esta presente em uma das milhares lendas existentes sobre este Orixá, conta a lenda que certo dia Bará desafia Oxalá, a discussão em pauta era saber quem era o mais antigo, logo Aquele que deveria receber mais respeito, e se tornar o soberano em relação ao Outros, após uma batalha cheia de peripécias e truques, Oxalá domina a cabaça de Bará, onde esta sua concentração de poderes, tornando-lhe assim seu eterno servo.

Outras Informações:


Data Comemorativa: 13 de junho
Dia da Semana: Segunda-Feira
Saudação: Alupo ou Lalupo
Cor: Vermelho/ Vermelho e Preto
Simbolo: Bastão – agô
Elemento: Fogo
Flores: Cravo Vermelho
Ponto da Natureza: Encruzilhada
Metal: Ferro
Pedra: Granada, Rubi, Turmalina Negra, Onix
Comida: Padê
Sincretismo: 
Bará Lodê - São Pedro, quando faz adjuntó com Iansã, São Benedito com faz adjuntó com Obá.
Bará Lanã - Santo Antônio do Pão dos Pobres
Bará Adague - Santo Antônio
Bará Agelú - Menino no colo do Santo Antônio




domingo, 24 de novembro de 2013

Obaluaiê/Omulu- Senhor das Passagens

Ambos os nomes surgem quando nos referimos à esta figura, seja Omulu seja Obaluaiê. Para a maior parte dos devotos do Candomblé e da Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis, referentes a um mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade. Já para alguns babalorixás, porém, há de se manter certa distância entre os dois termos, uma vez que representam tipos diferentes do mesmo Orixá. São também comuns as variações gráficas Obaluaê e Abaluaê.
Em termos mais estritos, Obaluaiê é a forma jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omulu é sua forma velha. Como porém, Xapanã é um nome proibido tanto no Candomblé como na Umbanda, não devendo ser mencionado pois pode atrair a doença inesperadamente, a forma Obaluaiê é a que mais se vê. Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básicas de Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha.

Dito isso agora vamos falar um pouco sobre ele. É um Orixá sombrio, tido entre os iorubanos como severo e terrível, caso não seja devidamente cultuado, porém Pai bondoso e fraternal para aqueles que se tornam merecedores, através de gestos humildes, honestos e leais.

Um dos mais temidos Orixás, comanda as doenças e, consequentemente, a saúde. Assim como sua mãe Nanã, tem profunda relação com a morte. Tem o rosto e o corpo cobertos de palha da costa, em algumas lendas para esconder as marcas da varíola, em outras já curado não poderia ser olhado de frente por ser o próprio brilho do sol. Seu símbolo é o Xaxará – um feixe de ramos de palmeira enfeitado com búzios.
Obaluaiê, o Rei da Terra, é filho de NANÃ, mas foi criado por IEMANJA que o acolheu quando a mãe rejeitou-o por ser manco, feio e coberto de feridas. É uma divindade da terra dura, seca e quente. É às vezes chamado “o velho”, com todo o prestígio e poder que a idade representa no Candomblé. Está ligado ao Sol, propicia colheitas e ambivalentemente detém a doença e a cura. Com seu Xaxará, cetro ritual de palha da Costa, ele expulsa a peste e o mal. Mas a doença pode ser também a marca dos eleitos, pelos quais Omulu quer ser servido. Quem teve varíola é freqüentemente consagrado a Omulu, que é chamado “médico dos pobres”.
O Senhor da Vida é também Guardião das Almas que ainda não se libertaram da matéria. Assim, na hora do desencarne, são eles, os falangeiros de Omulu, que vêm nos ajudar a desatar nossos fios de agregação astral-físico (cordão de prata), que ligam o perispírito ao corpo material.
Os comandados de Omulu, dentre outras funções, são diretamente responsáveis pelos sítios pré e pós morte física (Hospitais, Cemitérios, Necrotérios etc.), envolvendo estes lugares com poderoso campo de força fluidíco-magnético, a fim de não deixarem que os vampiros astrais (kiumbas desqualificados) sorvam energias do duplo etérico daqueles que estão em vias de falecerem ou falecidos.

Outras Informações:

Sincretismo: São Roque/ são Lázaro
Data Comemorativa: 16 de Agosto/17 de Dezembro
Dia da Semana: Segunda-Feira
Saudação: Atôtô
Cor: Preto e Branco ou Roxo
Simbolo: Cruz
Elemento: Terra
flores: Monsenhor Branco

Ervas: Canela de Velho, Erva de Bicho, Erva de Passarinho, Barba de Milho, Barba de Velho, Cinco Chagas, Fortuna, Hera e sete sangrias.
Ponto Da Natureza: Cemitério, grutas, praia
Metal : Chumbo
Pedra: Obsidiana, Ônix, Olho-de-gato
Comidas: Feijão preto, carne de porco, Deburú – pipoca, (Abadô – amendoim pilado e torrado; latipá – folha de mostarda; e, Ibêrem – bolo de milho envolvido na folha de bananeira)
Bebida: Vinho Tinto



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Obá- orixá da Paixão

Defende a justiça, procura refazer o equilíbrio.
Orixá do rio Níger. Orixá, embora feminina, temida, forte, energética, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos, vencendo na luta, Oxalá, Xangô e Orumilá.
Obá é irmã de Iansã, foi esposa de Ogum e, posteriormente, terceira e mais velha mulher de Xangô. Bastante conhecida pelo fato de ter seguido um conselho de Oxum e decepado a própria orelha para preparar um ensopado para o marido na esperança de que isto iria fazê-lo mais apaixonado por ela. 
Quando manifestada, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são uma espada e um escudo.Tudo relacionado a Obá é envolto em um clima de mistérios.
Obá é Orixá ligado a água, guerreira e pouco feminina. Suas roupas são vermelhas e brancas, leva um escudo, uma espada, uma coroa de cobre. Usa um pano na cabeça para esconder a orelha cortada. 
Obá filha de Iemanjá e Oxalá. Em toda a África Obá era cultuada como a grande deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Iyá Agbá, e mantém estreitas relações com as Iya Mi. Era uma mulher forte, que comandava as demais e desafiava o poder masculino.
Obá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o corolário inevitável do amor, portanto, Obá é um Orixá do amor, das paixões, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar. Obá tem ciúme porque ama.
Como pode uma deusa ligada a esses sentimentos, dedicar-se à guerra? Toda a energia das suas paixões frustradas é canalizada por ela para a guerra, tornando-se a guerreira mais valente, que nenhum homem ousa enfrentar. Obá supera a angústia de viver sem ser amada.
Obá troca um palácio por uma cabana, troca todas as riquezas do mundo por uma frase: “Eu te amo”.

Outras Informações:

Sincretismo: Santa Joana d’Arc
Data Comemorativa: 30 de Maio
Dia da Semana: Quarta-Feira
Saudação: Obá Xirê
Cor: Vermelha (puxado para o marron) ou o Rosa
Simbolo: Ofangi (espada) e o escudo de cobre
Elemento: Fogo
ervas: Candeia, negamina, folha de amendoeira, pomeia, mangueira, manjericão, rosa.
Ponto da Natureza: Águas Revoltas
Metal : Cobre
Pedra: coral,esmeral, olho de leopardo
Comidas: Abará – massa de feijão fradinho enrolado em folhas de bananeira; acarajé e quiabo picado.
Bebida: Champanhe


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Nanã - A mais velha

A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. É tanto reverenciada como sendo a divindade da vida, como da morte. Seu símbolo é o Íbíri – um feixe de ramos de folha de palmeira com a ponta curvada e enfeitado com búzios.
Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com as águas, a separação entre o que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo portanto também sua criação simultânea a da criação do mundo.


1. Com a junção da água e a terra surgiu o Barro.
2. O Barro com o Sopro Divino representa Movimento.
3. O Movimento adquire Estrutura.
4. Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem.
Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento Barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra, e da continuação da existência humana e também da morte, passando por uma transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca.Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente ressentido.
Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição, indiscrição, nem roubo. Por ser Orixá muito discreto e gostar de se esconder, suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do dela. Por exemplo, ninguém desconfiará que uma dengosa e vaidosa aparente filha de Oxum seria uma filha de Nanã “escondida”.
Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido.
A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade.
Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã
Esta grande Orixá, mãe e avó, é protetora dos homens e criaturas idosas, padroeira da família, tem o domínio sobre as enchentes, as chuvas, bem como o lodo produzido por essas águas.
É a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluaiê) e Oxumarê.
Por ser mãe de Obaluaiê, eles trabalham em conjunto, enquanto ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar, ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação.
Outras Informações:

Sincretismo: nossa Senhora Sant'Ana

Data Comemorativa: 26 de Julho
Dia da Semana: Segunda-Feira ou Sabado
Saudação: Saluba Nanã
Cor: Roxo ou lilás
Simbolo: Íbíri
Elemento: Água
flores: Todas a s flores roxas.
Ervas:Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá, dália vermelho escura, folha de berinjela, folha de limoeiro.
Ponto da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.
Metal : Latão ou Níquel
Pedra: Ametista
Comidas: Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá
Bebida: Champanhe



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ogum- Senhor da guerra

 “Bi omodé bá da ilè, Kí o má se da Ògún”. (Uma pessoa pode trair tudo na Terra Só não deve trair Ogum).

Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. É sincretizado com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa. A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba.

É Orixá das contendas, deus da guerra. Seu nome, traduzido para o português, significa luta, batalha, briga. É filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu* e Oxossi. Por este último nutre um enorme sentimento, um amor de irmão verdadeiro, na verdade foi Ogum quem deu as armas de caça à Oxossi. O sangue que corre no nosso corpo é regido por Ogum. Considerado como um Orixá impiedoso e cruel, temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos, ele até pode passar esta imagem, mas também sabe ser dócil e amável. É a vida em sua plenitude.
Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, militares, soldados, ferreiros, trabalhadores, agricultores e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. 
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de novas descobertas,  luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.
É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas.
É o dono do Obé (faca) por isso nas oferendas rituais vem logo após Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos.
Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exú. Se Exú é dono das encruzilhadas, assumindo a responsabilidade do tráfego, de determinar o que pode e o que não pode passar, Ogum é o dono dos caminhos em si, das ligações que se estabelecem entre os diferentes locais.

Outras Informações:


Sincretismo: São Jorge. (Santo Antônio na Bahia)
Data Comemorativa: 23 de Abril (13 de Junho)

Dia da Semana: quinta-Feira ou Terça-feira
Cor:  Verde Branco e Vermelho ou Azul ou Vermelho
Saudação: Ogunhê
Simbolo: Espada, mas em algumas casas usam: ferramentas, ferradura, lança e escudo 
elemento: Fogo
flores: Cravos Vermelhos, Crista de Galo
ervas: Espada de são Jorge, Lança de são Jorge,Coroa de São jorge, Erva grossa, Losna, Comigo Ninguem Pode, Pata de Vaca, Carqueja, Folhas de Romã, Flecha de Ogum.
Ponto da Natureza: Estradas e Caminhos (estradas de Ferro)
Metal: Ferro
Pedra: Granada, rubi e sardio.
Comida: Cará, feijão mulatinho com camarão e dendê. Manga Espada, costela de boi, com farinha de mandioca.
Bebida: Cerveja Branca




domingo, 10 de novembro de 2013

Oxóssi - O rei das Matas

Oxossi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.
Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.
Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.

No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxossi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio.

Outras Informações:

Sincretismo: São Sebastião
Data Comemorativa: 20 de janeiro
Dia da Semana: Terça- Feira ou Quinta-Fira
Saudação: Okê Arô
Cor:Verde
Simbolo:Ofá(Arco e flecha)
Elemento: Terra
flores: flores do Campo
ervas: Alegrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Espinheira Santa, Erva de Oxossi, Erva de Jurema, Alfava e eucalipto
Ponto da Natureza: Mata
Metal : Cobre (Latão)
Pedra: Esmeralda e Amazonita
Comidas:axoxô,Milho,Coco,Frutas e carne de porco
Bebida: Vinho Tinto





segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Iansã - Senhora dos Ventos

Iansã é um Orixá feminino muito popular entre os mitos da Umbanda e do Candomblé. Também é conhecida como Oiá. Na liturgia mais tradicional africana, é a unica orixá que se relaciona com os espíritos dos mortos (Eguns), sendo ela a dona do balê(é um nome africano para “casa dos mortos” ou cemitério).
A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outros Orixás femininos, pois se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura – enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.
Foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. é irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e impetuoso. 
Como vibração divina, Iansã é o próprio axé que movimenta toda Criação. É também força direcionadora dentro da vida dos seres humanos. Senhora da Lei, é aplicadora e desencadeadora dos processos cármicos ligados a justiça divina. Mas é também, amparadora e guardiã dos trabalhos dármicos (missão) desempenhados por diversas consciências encarnadas aqui na Terra.
É a Senhora dos Eguns, os quais controla com o seu Eruexim – seu instrumento litúrgico durante as festas, uma chibata feita de rabo de um cavalo atado a um cabo de osso, madeira ou metal. É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma. 
Seu elemento é o ar na sua forma mais revolta. Muito comum também associá-la as tempestades e a qualquer tipo de evento climático.

Outras Informações:


Sincretismo: Sta. Bárbara, Joana d’arc

Data Comemorativa: 4 de Dezembro
Dia da semana: Quarta-Feira
Cor: Coral, Vermelho, Vermelho e Branco, Amarelo.
Saudação: Eparrei Iansã / Eparrei Oiá
Simbolo: Raio e o Eruxim
Elemento: Fogo
Flores: Vermelhas
ervas: Cana do Brejo, Erva Prata, Espada de Iansã, Folha de Louro (não serve para banho), Erva de Santa Bárbara, Folha de Fogo, Colônia, Folha da Canela, Peregum amarelo, Catinga de Mulata, Parietária, Para Raio
ponto da Natureza: Bambuzal
Metal: Cobre
Pedra: Coral, Cornalina, Rubi, Granada
Comida: Acarajé, Ipetê, Bobó de Inhame
Bebida: Champanhe




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Xangô- O Rei

Xangô- Senhor da Justiça, Rei das Pedreiras, dos Raios e Trovões e das Forças da Natureza.

Xangô é miticamente um rei, alguém que cuida da administração, do poder e, principalmente, da justiça – representa a autoridade constituída no panteão africano. É pesado, íntegro, indivisível, irremovível; 

com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios.
Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. 
Xangô tem a fama de agir sempre com neutralidade, Seu raio e eventual castigo são o resultado de um quase processo judicial, onde todos os prós e os contras foram pensados e pesados exaustivamente. 
É a ideologia, a decisão, à vontade, a iniciativa,a rigidez, organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, à vontade de vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo.
O símbolo do Axé de Xangô é uma espécie de machado estilizado com duas lâminas, o Oxé, que indica o poder de Xangô, corta em duas direções opostas. O administrador da justiça nunca poderia olhar apenas para um lado, defender os interesses de um mesmo ponto de vista sempre. Numa disputa, seu poder pode voltar-se contra qualquer um dos contendores, sendo essa a marca de independência e de totalidade de abrangência da justiça por ele aplicada.
Xangô exerce uma influêcia muito forte em seu filho. Todos os Orixás, evidentemente, são justos e transmitem este sentimento aos seus filhos. Entretanto, em Xangô, a Justiça deixa de ser uma virtude, para passar uma obsessão, o que faz de seu filho um sofredor, principalmente porque o parâmetro da Justiça é o seu julgamento e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso, muito terra. Esta análise é muito importante.
O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero. Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável. O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios. O grande defeito dele é julgar os outros. Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira.

Outras Informações:


Sincretismo: São Geronimo, São João Batista e São Migel Arcanjo

Data Comemorativa: 30 de Setembro
Dia da Semana: Quarta-Feira
Cor: Marrom ou Branco e Vermelho
Saudação: Kaô Cabecile (Opanixé ô Kaô)
Simbolo: Machado
elemento: Fogo
Flores: Cravos Vermelhos e brancos
Ervas: Erva de São João, Erva de Santa Maria, Beti Cheiroso, Nega Mina, Elevante, Cordão de Frade, Jarrinha, Erva de Bicho, Erva Tostão, Caruru, Para raio, Umbaúba, Xequelê
Ponto da Natureza: Pedreira ( Pedras )
Metal: Estanho.
Pedra: Meteorito, Pirita e Jaspe.
Comida: Agebô, Amalá
Bebida: Cerveja Preta






domingo, 20 de outubro de 2013

Oxum- deusa das Águas Doces e do Ouro

É alegre, risonha, cheia de dengos, inteligente, mulher-menina que brinca de boneca, e mulher-sábia, generosa e compassiva, nunca se enfurecendo. Elegante, cheia de jóias, é a rainha que nada recusa, tudo dá. 

Oxum é a rainhas das águaS doce, tendo como a principal força as cachoeiras.

É conhecida por sua delicadeza. As lendas evidenciam a sua vaidade, com suas lindas vestes, jóias, perfume... e também a maternidade, chamando sempre pela expressão:"Mamãe Oxum".
À Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Oxum que se pede ajuda. É essencialmente o Orixá das mulheres, preside a menstruação, a gravidez e o parto.
Fecundidade e fertilidade são por extensão, abundância e fartura e num sentido mais amplo, a fertilidade irá atuar no campo das idéias, despertando a criatividade do ser humano, que possibilitará o seu desenvolvimento.

É o orixá da riqueza – dona do ouro, fruto das entranhas da terra.

É o orixá do amor, Oxum é doçura sedutora.

O orixá da beleza usa toda sua astúcia e charme extraordinário para conquistar os prazeres da vida e realizar proezas diversas. Amante da fortuna, do esplendor e do poder, Oxum não mede esforços para alcançar seus objetivos, ainda que através de atos extremos contra quem está em seu caminho. Seu maior desejo, no entanto é ser amada, o que a faz correr grandes riscos, assumindo tarefas difíceis pelo bem da coletividade. Em suas aventuras, este orixá é tanto uma brava guerreira, pronta para qualquer confronto, como a frágil e sensual ninfa amorosa. Determinação, malícia para ludibriar os inimigos, ternura para com seus queridos, Oxum é, sobretudo a deusa do amor.


 Da África tribal à sociedade urbana brasileira, a musa que dança nos terreiros de espelho em punho para refletir sua beleza estonteante é tão amada quanto à divina mãe que concede a valiosa fertilidade e se doa por seus filhos. Por todos seus atributos a belíssima Oxum não poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o reluzente amarelo ouro, pois como cantou Caetano Veloso, “gente é pra brilhar”, mas Oxum é o próprio brilho em orixá.


Outras Informações:


Sincretismo:Nossa Senhora Da Conceição, Nossa Senhora Da Aparecida, Nossa Senhora Da Fátima, Nossa Senhora Da Lourdes, Nossa Senhora Das Cabeças, Nossa Senhora De Nazaré.

Data Comemorativa: 8 de Dezembro
Dia da Semana: Sábado
Saudação: Ai-ie-iô ou Ora Iei ê ô
Cor: Amarelo ( em todas as suas tonalidades, do mais claro ao amarelo Ouro) E em alguns lugares o azul.
Simbolo: Coração e Cachoeira
Elemento: Água
flores: Lírios e rosas amarelas
ervas: Oriri, Ipê, Pingo D’água, Agrião, Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula, Narciso, Vassourinha, Erva de Santa Luzia, e Jasmim, Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro, Manjericona, Erva Sta. Maria.
Ponto da Natureza: Cachoeira e Rios de água doce.
Metal : Ouro
Pedra: Topázio amarelo ou azul
Comidas: Omolocum. Ipeté. Quindim, banana frita, moqueca de peixe e pirão feito com a cabeça do peixe.



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Iemanjá – Deusa do mar

Rainha das águas e mares.

 Ela é uma das figuras mais conhecidas nos cultos brasileiros, com o nome sempre bem divulgado pela imprensa, pois suas festas anuais sempre movimentam um grande número de iniciados e simpatizantes, tanto da Umbanda como do Candomblé. O fato de sua popularidade ser imensa, não só por tudo isso, mas pelo caráter, de tolerância, aceitação e carinho. 
É  a rainha das águas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; O mar, sendo sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos.
A majestade dos mares, senhora dos oceanos, sereia sagrada, Yemanjá é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento.
Numa Casa de Santo, Yemanjá atua dando sentido ao grupo, à comunidade ali reunida e transformando essa convivência num ato familiar; criando raízes e dependência; proporcionando sentimento de irmão para irmão em pessoas que há bem pouco tempo não se conheciam; proporcionando também o sentimento de pai para filho ou de mãe para filho e vice-versa, nos casos de relacionamento dos Babalorixás (Pais no Santo) ou Ialorixás (Mães no Santo) com os Filhos no Santo. A necessidade de saber se aquele que amamos estão bem, a dor pela preocupação, é uma regência de Yemanjá, que não vai deixar morrer dentro de nós o sentido de amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente ou amigo muito querido. É a preocupação e o desejo de ver aquele que amamos a salvo, sem problemas, é a manutenção da harmonia do lar.
É ela que proporcionará boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos e provendo o alimento vindo do seu reino. É ela quem controla as marés, é a praia em ressaca, é a onda do mar, é o maremoto. Protege a vida marinha. Junta-se ao orixá Oxalá complementando-o como o Princípio Gerador Feminino.

Outras Informações:

Sincretismo: Nossa Senhora Dos Navegantes/Nossa senhoa das candeias/Nossa Senhora da glória 
Data Comemorativa: 2 de fevereiro/15 de agosto/8 de Dezembro 
Dia da Semana: Sabado
Saudação: Omioh/ Odô iyá
Cor: Azul claro e Branco
Simbolo: Lua Minguante, Peixe e ondas.
Elemento:Água
flores: Rosa Branca, Palmas Brancas, angélicas, Orquídeas, Crisântemo.

Ervas: Colônia, Pata de Vaca, embuaúba,Jarrinha, Roma de leita,araça da praia, flor de laranjeira, jasmim, malva branca.
Ponto da Natureza: Mar
Metal : Prata
Pedra: Pérolas,Água Marinha, Turqueza.
Comidas: Peixe, Camarão, Canjica Branca, Arroz, Manjar, Mamão
Bebida: Champanhe





quarta-feira, 9 de outubro de 2013

OXALÁ, O ORIXÁ DA CRIAÇÃO

Ori==>Luz  Xa==>Senhor  Lá==>Deus
Portanto: A Luz Do Senhor Deus

Na Umbanda, Oxalá representa o mais alto na hierarquia dos Orixás, é ele quem ordena aos Orixás que venham ajudar seus filhos por meio dos Guias e Mensageiros que vêm em Terra, pois, é capaz de atuar em todos os elementos e vibrações através dos outros Orixás. Tanto na Umbanda quanto no Candomblé é de Oxalá a tarefa de criação da Humanidade, manifestação máxima de Deus trino: Pai, Filho, Espírito Santo.
O sincretismo é o nosso Mestre Jesus, tendo sua imagem a de Jesus Cristo, sem a cruz. 

Como Orixá na Umbanda, Oxalá se apresenta sob três formas:
OXAGUIAN: o Oxalá Menino, que é sincretizado com o Menino Jesus de Praga.
OXALUFAN: o Oxalá Velho, sincretizado com Jesus no Monte das Oliveiras.
OXALÁ: sincretizado com Jesus Cristo.

OXALÁ NOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS
São muitas as suas lendas e extensa sua origem e história na África. No Brasil, são mais conhecidos Oxalufan “o velho” e Oxaguian “o moço”. Na sua forma “guerreira”, Oxalá carrega uma espada, cheio de vigor e no­breza; na condição de velho e sábio, curvado pelo peso dos anos, é uma figura nobre e bondosa que carrega um cajado, o Opaxorô, de forte sim­bologia, utilizado para separação do Orun (o Céu) e o Ayié (a Terra). No Brasil é o mais venerado e sua maior festa é uma cerimônia chamada “Águas de Oxalá”, que diz respeito à sua lenda dos sete anos de encar­ceramento, culminando com a cerimônia do “Pilão de Oxaguian”, para festejar a volta do Pai. Esse respeito advém da sua condição delegada, por Olorum, da criação e governo da Humanidade.


Outras informações:

Dia da Semana: Sexta-Feira ou Domingo
Saudação: Êpa Babá ! ( viva o pai)
Sincretismo: Jesus Cristo ou Nosso Senhor do Bomfim
Cores: Branco (umbanda) e o Prata
Simbolo: Cajado
Principal Oferenda: Velas Brancas, Rosas (flores) Brancas e suas comidas tipicas. 
Elemento: Ar
Animal: Pomba Branca
Comida: Canjica Branca, Arroz, Acaça, Uva Branca, Pêra, Obi Branco





sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sincretismo

No dicionario: s.m. Sistema filosófico ou religioso que tende a fundir numa só várias doutrinas diferentes; 

O sincretismo na umbanda se da através dos santos da Igreja Católicos por um fato histórico-cultural. 
Na África o culto aos Orixás era feito diretamente com a natureza, cada um em seu elemento através de uma pedra chamada Otá ou Ocutá e cada Orixá tem a sua com uma forma determinada.
Conforme os negros escravizados vinham sendo trazidos para o Brasil, traziam junto a crença nos seus Orixás, porem quando aqui chegavam eram proibidos de cultua-los sendo forçados a aceitar o catolicismo como sua religião. 
Então a forma que os negros encontraram para cultuar seus Orixás em paz, foi usar essas pedras associando aos Santos Católicos que mais representasse a força de determinado Orixá, colocando assim seus Otá dentro da imagem do santo e assim poder reverencia-los sem ser tao reprimidos  afinal estavam adorando os santos da religião que foram obrigados a aceitar.
Começava ai o Sincretismo entre essas duas religiões. O que os Brancos achavam pura ignorância, na verdade era pura sabedoria dos Sacerdotes Africanos. A ideia que foi julgada como tola é usada até os dias de hoje. 
Na umbanda não se usa as imagens dos orixás como nas outras religiões de cunho africano, por isso se usa as imagens católicas em seus congás, trazendo o respeito pelo orixá e pelo santo ali representado.
A umbanda aderiu o uso do sincretismo, não por uma necessidade absurda em cultuar imagens, mas sim para que as pessoas tivessem uma fonte visível para direcionar sua fé, e não só a energias da natureza, onde está a força dos orixás.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Os Orixás na Umbanda

No vocábulario antigo "Arashá" significa "o senhor da luz". Já o "orixás" em Yorubá significa:" O Senhor da Cabeça".

Os orixás são espíritos de muita luz que estão trabalhando em seu campo de atuação para nos auxiliar e ainda mais às entidades que estão atuando na sua linha de trabalho. Estudando mais a fundo, encontraremos uma grande ramificação de conceitos no relacionamento dos orixás com as entidades de trabalho, além da natureza. 
Portanto para a umbanda, cada Orixá representa um força da natureza, que usamos e reverenciamos através das forças elementares que provem da água, terra, ar e fogo. E éo equilíbrio dessas forças que nos proporcionam auxílio para o dia-a-dia.
Cada orixá exerce a sua função um conjunto com o outro, nunca sozinho. A energia que representa cada orixá se combina, se conjuga e se harmoniza, desdobrando-se em outras energias que dão origem a outras manifestações.
Orixás não encarnaram, não tiveram uma vida terrena. Dentro de um culto umbandista ( que fique claro, que é de uma maneira geral, e cada casa tem suas regras e doutrinas) o Orixá não incorpora. Oque se vê dentro das casas de umbanda, são os Falangeiros dos Orixás, ou seja, Espíritos de Grande luz, grande força espiritual, que trabalham sob as ordens diretas de um determinado orixá.


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

São Jerônimo

30 de Setembro - São Jerônimo


É incontestável o grande débito que a cultura e os cristãos, de todos os tempos, têm com este santo de inteligência brilhante e temperamento intratável. Jerônimo nasceu em uma família muito rica na Dalmácia, hoje Croácia, no ano 347. Com a morte dos pais, herdou uma boa fortuna, que aplicou na realização de sua vocação para os estudos, pois tinha uma inteligência privilegiada. Viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e desfrutou a juventude com uma certa liberdade. Jerônimo estudou por toda a vida, viajando da Europa ao Oriente com sua biblioteca dos clássicos antigos, nos quais era formado e graduado doutor.

Ele foi batizado pelo papa Libério, já com 25 anos de idade. Passando pela França, conheceu um monastério e decidiu retirar-se para vivenciar a experiência espiritual. Uma de suas características era o gosto pelas entregas radicais. Ficou muitos anos no deserto da Síria, praticando rigorosos jejuns e penitências, que quase o levaram à morte. Em 375, depois de uma doença, Jerônimo passou ao estudo da Bíblia com renovada paixão. Foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino, na Antioquia, em 379. Mas Jerônimo não tinha vocação pastoral e decidiu que seria um monge dedicado à reflexão, ao estudo e divulgação do cristianismo.


Voltou para Roma em 382, chamado pelo papa Dâmaso, para ser seu secretário particular. Jerônimo foi incumbido de traduzir a Bíblia, do grego e do hebraico, para o latim. Nesse trabalho, dedicou quase toda sua vida. O conjunto final de sua tradução da Bíblia em latim chamou-se "Vulgata" e tornou-se oficial no Concílo de Trento.


Romano de formação, Jerônimo era um enciclopédico. Sua obra literária revelou o filósofo, o retórico, o gramático, o dialético, capaz de escrever e pensar em latim, em grego, em hebraico, escritor de estilo rico, puro e eloqüente ao mesmo tempo. Dono de personalidade e temperamento fortíssimo, sua passagem despertava polêmicas ou entusiasmos.


Devido a certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde viveu como um monge, continuando seus estudos e trabalhos bíblicos. Para não ser esquecido, reaparecia, de vez em quando, com um novo livro. Suas violências verbais não perdoavam ninguém. Teve palavras duras para Ambrósio, Basílio e para com o próprio Agostinho. Mas sempre amenizava as intemperanças do seu caráter para que prevalecesse o direito espiritual.


Jerônimo era fantástico, consciente de suas próprias culpas e de seus limites, tinha total clareza de seus merecimentos. Ao escrever o livro "Homens ilustres", concluiu-o com um capítulo dedicado a ele mesmo. Morreu de velhice no ano 420, em 30 de setembro, em Belém. Foi declarado padroeiro dos estudos bíblicos e é celebrado no dia de sua morte.



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Salve a ibejada !!

Quando falamos na linha das crianças, estamos falando de uma das linhas mais próximas do Divino Criador. Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos.


As Crianças na Umbanda são espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns da Umbanda. 
Na sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade terrena, por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito, a fala, o gosto por brinquedos e doces. 
Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás. E a prática natural da caridade.
Quando incorporadas num médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras como qualquer criança.
 É necessária muita concentração do médiuns, para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida.
Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome ...
A Falange das Crianças é uma das poucas falanges que consegue dominar a magia. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos. Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho. A entidade conhecida na umbanda por “Erê “ é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e o refrigerante e trata a todos por Tio e Vô. Os Erês são, via de regra, responsáveis pela limpeza espiritual do terreiro.
Segundo a lenda, são filhos de Iemanjá, a rainha das águas e de Oxalá, o pai de toda a Criação. São a alegria que contagia a Umbanda; são a pureza, a inocência e, por isso mesmo, os detentores da verdadeira magia, extremamente respeitados pelos Caboclos e pelos Pretos-Velhos. Uma característica marcante na Umbanda em relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade.